ALERGIA À PROTEÍNA DO LEITE DE VACA e INTOLERÂNCIA À LACTOSE

Atualizado: Mar 13

matéria da Dra. Anna Thereza M. Vana

No dia a dia, a alergia à proteína do leite de vaca (APLV) e a intolerância à lactose são doenças que comumente são confundidas, porém são completamente diferentes e requerem abordagens específicas e distintas.

A lactose presente no leite é um carboidrato (açúcar) e os açúcares não causam alergia, apenas intolerância, portanto, é errado falar em alergia à lactose. A intolerância à lactose se dá por uma dificuldade do organismo para digerir e absorver a lactose do leite devido à falta ou diminuição da enzima que faz a sua digestão. Diferentemente, a alergia à proteína do leite de vaca é uma reação alérgica provocada pelas proteínas presentes no leite.




A intolerância é mais comum em adultos, embora possa ocorrer também em crianças, principalmente após diarreias prolongadas, quando pode aparecer uma intolerância secundária e temporária. A APLV é mais comum nas crianças, podendo ocorrer inclusive em bebês muito pequenos e em aleitamento materno exclusivo, pois se a mãe ingere leite de vaca, as proteínas passam através do leite materno e são ingeridas pelo bebê.

Na intolerância à lactose, por se tratar de um problema específico do trato gastrointestinal, os sintomas são a ele relacionados, tais como diarreia, distensão abdominal, cólicas e gases. A intensidade dos sintomas varia em função do grau de comprometimento da digestão da lactose, podendo ocorrer em minutos a horas após a ingestão.



Na APLV, os sintomas variam na dependência do mecanismo imunológico envolvido na doença, podendo incluir vômitos, refluxo, diarreia, sangramento nas fezes, cólicas, constipação intestinal, problemas na pele (dermatite, urticária), sintomas respiratórios e comprometimento do peso. O tempo de aparecimento dos sintomas varia de minutos, horas e até dias após o contato com o leite.

O tratamento da APLV é feito com a exclusão total do leite e seus derivados (queijos, manteiga, iogurtes, ...) enquanto na intolerância à lactose basta substituir o leite por outro sem lactose ou com baixo teor de lactose.


Em ambos os casos, o diagnóstico e o acompanhamento deverão ser feitos sempre por médico, que solicitará exames complementares se forem necessários.

É muito importante não confundir APLV e intolerância à lactose (lembre-se que não existe alergia à lactose), pois como foi explicado, são doenças diferentes, com tratamentos diferentes e evoluções diferentes.




A Dra Anna Thereza tem especialização em Alergia e Imunologia pela Escola Paulista de Medicina, UNIFESP

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